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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ciência x Senso Comum


Antes de tudo é preciso definir o que é senso comum e ciência.

De acordo com o nosso querido amigo Dicionário, Senso comum é o Conjunto de opiniões tão geralmente aceitas em época determinada que as opiniões contrárias aparecem como aberrações individuais.

Entende-se assim que, o senso comum, por ser aceito em época determinada, varia de acordo com a mesma, melhor dizendo, varia de acordo com os conhecimentos alcançados pela maioria num determinado período histórico, mesmo existindo aqueles que estavam à frente do seu tempo, mas evoluidos, essa minoria por não se adaptarem a esse "senso comum" eram discriminadas.
Querem exemplo melhor do que Galileu Galilei? O senso comum da sua época era que a terra era o centro do universo e o sol girava em torno dela. Então, ele vem afirmando que na verdade a Terra é que girava em torno do sol, e ele quem era o centro do universo, por causa disso ele quase foi queimado vivo pela Inquisição. Nada demais né?!

O senso comum é passado de pai para filho, sem questionamento. É como se trata-se de algo óbvio e que todos soubessem que é daquela maneira que se deve pensar. Todos nós sabemos que a cor de uma folha é verde, ou que a água do mar é azul, mas será? De acordo com o senso comum sim, e se alguém for questionar, logo vão chamar de maluco. Ora essa questionar algo tão óbvio!

Ai é que entra a Ciência, menos crédula e procura através do raciocínio frio e métodos experimentais a comprovação daquilo que os sentidos não mostram. Usando meios mais complexos e se baseando em estudos científicos ela vai comprovar, que na verdade, a cor da folha é aquela pq existe uma grande quantidade de clorofila na sua composição, e que a água do mar na verdade é incolor, como qualquer outra água, mas ela fica azul devido os reflexos da cor do céu, que na maior parte do tempo é azul.
De acordo com isso pode-se definir ciência, como um método de pesquisa baseado na faculdade racional do ser humano e na comprovação experimental do fato pesquisado.

A ciência e o senso comum são como dois extremos de um mesmo fenômeno. O extremo ciência representa a parte dinâmica, que faz o conhecimento evoluir, o extremo senso comum é a parte conservadora do conhecimento, por isso se torna imóvel, repetindo um ciclo fechado, eternamente, se não for desprendido pelo processo evolutivo da ciência.

Pensamentos que deram origem as Idéias Psicológicas

Os gregos tiveram forte influencia para a origem dos pensamentos psicológicos, os tais foram os primeiros povos a desenvolver o estudo da alma, do material, dos pensamentos e sentimentos humanos, desde então, outros povos voltaram-se para essa observação com mais minúcia, é o caso dos pré-socráticos, que começaram a analisar a relação homem x meio, como o homem agia diante das influencias do meio e como se comportava diante do ambiente o qual estava inserido.
Grandes pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles, também tentaram relacionar o mundo das idéias e a vivência humana, através do estudo da razão.
A época do Renascimento, também impulsionou bastante as idéias psicológicas através da busca de explicações para a relação homem/mundo.

Em 1895, o cientista social francês Gustave Le Bon (1841-1931) apresentou, em seu pioneiro trabalho sobre a Psicologia das Multidões, a proposição básica para o entendimento de uma psicologia social: sejam quais forem os indivíduos que compõem um grupo, por semelhantes ou dessemelhantes que sejam seus modos de vida, suas ocupações, seu caráter ou sua inteligência, o fato de haverem sido transformados num grupo, coloca-os na posse de uma espécie de mente coletiva que os fazem sentir, pensar e agir de maneira muito diferente daquela pela qual cada membro dele, tomado individualmente, sentiria, pensaria e agiria, caso se encontrasse em estado de isolamento [9: p. 18]. Essa proposição e os argumentos de Le Bon para justificá-la, serviu de parâmetro para o estudo sobre Psicologia de Grupo publicado por Sigmund Freud em 1921.
Observa-se também que a psicologia desenvolveu sua notoriedade como disciplina científica ao afirma-se como uma ciência natural em oposição às ciências sociais ou humanas nos finais do século XIX. Crente na impossibilidade teórica da mente voltar-se sobre- se mesmo como sujeito objeto de pesquisa Wilhelm Wundt (1832-1920) propôs a psicologia como um novo domínio da ciência em 1874 no seu livro Princípios de Psicologia Fisiológica e a criação de um laboratório de psicologia experimental (1879) em Leipzig.
No Brasil a psicologia social tem início nos estudos etnopsicológicos de Nina Rodrigues em 1900, O animismo feitichista dos negros africanos e As coletividades anormais, ou melhor, como coloca Laplantine (1998) nos estudos que revelam o confronto entre a etnografia e a psicologia. Materiais etnográficos recolhidos a partir de observações muito precisas são interpretados no âmbito da psicologia clínica da época. Nina Rodrigues considera os problemas da integração das populações européias às advindas da diáspora africana que segundo ele constituem o principal obstáculo para o progresso da sociedade global.

Histórico das Idéias Psicológicas

A Psicologia, é uma ciência que foi se desenvolvendo historicamente, com o passar do tempo, notou-se a necessidade de se entender os conhecimentos psicológicos e as idéias que norteiam essa tão impressionante ciência e a história dos homens que a construíram.
A ciência psicológica é entendida como uma prática social, que entende os fundamentos históricos e filosóficos intimamente ligados a forma de o homem viver e se expressar na sociedade.
Dessa forma, constata-se que a psicologia vai se formando a medida que os homens vão construindo a sí e o seu mundo, dentro das mais diversas formas de ver e viver no ambiente ao qual está inserido.
Ao falar em desenvolvimento da psicologia, nos referimos ao processo de elaboração do pensamento humano e entendemos que o homem está em contante movimento.

Quando os homens passam pelas experiências de uma subjetividade privatizada e ao mesmo tempo percebem que não são tão livres e tão diferentes quanto imaginavam, ficam perplexos. Põem-se a pensar
acerca das causas e do significado de tudo que fazem, sentem e pensam sobre eles mesmos. Os tempos estão maduros para uma psicologia científica (Figueiredo, 1991, p.30).

Podemos apontar duas concepções da ciência da história, a primeira considerada como internalista pressupõe que as idéias científicas são produto de outras idéias, neste sentido não considera os fatores externos tais como as condições sociais, econômicas e técnicas, relevando somente fatores ideológicos, supondo desta forma que a origem de um pensamento científico está no interior do sistema de idéias de uma época.

A segunda concepção, definida como externalista, pressupõe que a história das ciências condiciona os acontecimentos científicos às suas relações com os interesses sociais ideológicos, filosóficos e econô-
micos, podendo ser fatalista e mecânica, ao estabelecer uma relação de causa e efeito, isto é, revela uma concepção de homem passivo diante de uma realidade na qual não pode intervir, por estar totalmente condicionado aos fatores sociais e econômicos.

Motivação e Organização



Motivação vem do Latin movere, mover. Na psicologia está diretamente relacionada com as Organizações. Em outras palavras, é chamada de motivação no trabalho.

Você é organizado e motivado para trabalhar???

OU

Em relaçã
o a trabalho, a concepção Marxista mantém uma confusão, entre atividade humana ee trabalho. Ele afirma que ser humano é um possuidor de força de trabalho e só se realiza no próprio ato de trabalhar. A justiça e a igualdade, segundo ele são fundamentais no trabalho.

É comum saber que existem muitas empresas nas quais os funcionários são desmotivados, que eles não interagem, que têm problemas emocionais e dessa forma a empresa não atinge a produtividade esperada. Nesses casos, todas essas queixas são direcionadas a problemas individuais, de cada funcionário isoladamente. Porém, não é questionado, "por que" eles são desmotivados, "por que" eles não conseguem interagir.

"OLÁ, BOM DIA" Esta é uma frase bem simples ? Tão simples que pode motivar companheiros a trabalharem melhor, e frases como esta são comprovadamente, maneiras de se obter melhores ambientes de trabalho.

Hedonismo? Hein?



Hedonismo é um princípio que postula que os indivíduo
s sempre buscam o prazer e sempre afastam-se do sofrimento (Um princípio cheio de lógica, diga-se de passagem). Ele diz que em cada situação os indivíduos procuram selecionar alternativas de ação para aumentar o prazer e diminuir o sofrimento.

Alguns estudiosos: Dentre os estudiosos da motivação, Lewin foi o que nos trouxe maior contribuição. Ele afirma que uma escolha feita por um indivíduo diz respeito aos motivos e cognições próprios do momento em que ele está fazendo a escolha. Diferentemente dos Behavioristas que acreditam que as escolhas dos indivíduos se relacionam não só com o momento da escolha, mas também se relaciona com o passado do mesmo. Freud acredita numa motivação de forma dinâmica, onde existem forças internas que motivam o comportamento humano e são representados por instintos.

Todo bom administrador, ou estudantes de administração conhecem a Pirâmide de Maslow, não é? Bom, ou pelo menos deveriam, pois ela é a "peça-chave" para se entender a teoria da motivação.



Abraham Maslow trouxe suas experiências como psicólogo clínico e desenvolveu a Teoria Hierarquica das Necessidades. Maslow organizou as necessidades numa pirâmide, colocando em sua base as necessidades mais primitivas e básicas, somente à medida que as necessidades básicas vão sendo supridas, surgirão as necessidades superiores. Esse aspecto da pirâmide de Maslow também se adequa às organizações. As empresas precisam suprir as necessidades dos funcionários, para que esses possam se motivar, alcançar a auto-realização profissional e levar produtividade à organização. Para melhor explicar essa motivação no trabalho, vamos falar sobre Herzberg. Sua Teoria de Motivação no Trabalho faz a distinção entre satisfação no trabalho e motivação no trabalho. Os fatores que levam a satisfação no trabalho são os fatores higiênicos, que são as condições em que o trabalho é realizado: supervisão, condições fisicas do trabalho, o salário, sistema gerencial, segurança no trabalho, etc. Os fatores que levam a motivação são a criatividade, liberdade, responsabilidade e inovação no trabalho.



A organização e a motivação geram um au
mento da produtividade e da qualidade no trabalho.Organizando-se, você estará contribuindo com seus colegas de trabalho, sua família e principalmente com sua saúde.

Personalidade e Falsa Consciência

Do que se trata a Personalidade?

Alguém já te falou: "Nossa, vc tem uma personalidade forte", ou então: "Fala sério, isso é falta de personalidade". Vamos tentar entender por que!!!

A Personalidade é um conjunto de características ou traços psicológicos bem particulares, relativamente estáveis e organizados de forma particular. Ela se mostra à medida que a pessoa em si, interagi com o meio ambiente, isso faz com que ele adquira uma maneira pessoal de agir com as pessoas, pensar e até sentir. Carver e Scheier dão a seguinte definição: "Personalidade é uma organização interna e dinâmica dos sistemas psicofísicos que criam os padrões de comportar-se, de pensar e de sentir característicos de uma pessoa".
Entende-se então que nunca uma pessoa é igual à outra. Por mais que, muitas vezes, acreditem, existem pessoas que tentam ser igual a outras. Agindo igual, falando igual, até querendo pensar da mesma maneira, mas fica a dica pra elas: "Não adianta colega, se conforma tá?!"
Existem maneiras de se desenvolver a Personalidade. Já que ela tá sofrendo "constantemente" influência do meio, e ao mesmo tempo interagi com ele, então ela também fica sujeita a sofrer modificações. É muita pressão gente.. rs'
Essas modificações podem favorecer ou não o ajustamento desse ser. Qualquer coisa pode afetar sua personalidade, e até causa um desajustamento emocional, coisas bem simples como um natural stress.
À respeito disto estão as "Barreias", são elas que impedem a realização de algo, logo insatisfação. Quando você quer entrar em casa, está super cansada, e de repente percebe..que perdeu sua chave. Tem coisa mais frustante? É tem.. rs' Mas esse serve de exemplo!
Entre outras coisas: Quando uma pessoa não é aceita em algum grupo, Ambiguidade, ou até deficiências físicas ou mentais.







Agressão, raiva, medo, ansiedade são reações de quando alguém está frustrado. E se as pessoas só se voltarem para elas, afetará em cheio sua personalidade, a desintegrará. É necessário buscar defesas, compensar aquilo que foi feito errado, ser racional, não trazer para hoje algo que já magoou no passado, etc.

Existem "testes" de personalidade, alguns até bem engraçados. Clique aqui e veja qual a sua.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Subjetivar a Objetividade e Objetivar a Subjetividade

A Psicologia é o estudo da mente e dos processos mentais, no que se relaciona ao comportamento do homem.
Em virtude disso, criamos este blog interativo através do qual, poderemos mostrar o que pensamos sobre "o pensar" humano, talvez, esse seja o maior desafio da humanidade,entender o que se passa nas mentes das mais diversificadas etnias que constituem a sociedade.
É nesse espaço que pretendemos subjetivar a nossa objetividade, ou seja, tornar pessoal a nossa visão sobre os anseios sociais e o que repercute em nosso meio, e ainda objetivar a subjetividade, logo, almejar aquilo que julgamos correto, através de posts semanais discutiremos os mais diferentes assuntos que se relacionam ao misterioso pensar humano, abrindo espaço para você leitor, fazer suas criticas e observações.
É nesse apecto, que consiste a psicologia, estudando de forma pessoal as questões sociais, dando uma visão particular daquilo que julga.

POR:
Ana Beatriz
Ary Filho
Maysa Roberta

sexta-feira, 4 de março de 2011

Primeira Aula - 02.03.11

Com dinamismo, nossa primeira aula focou-se em 3 momentos:

1) Descrição de características individuais
2) Decisão individual de personalidades
3) Discussão sobre a pergunta "Pau que nasce torto, morre torto?"

Para que possam entender esses momentos, falarei melhor sobre cada um deles. Vamos lá!

1) Descrição de características individuais

A professora solicitou que cada um escrevesse 5 verbos, 5 adjetivos e 5 substantivos que identificassem a si próprio, somando, assim, 15 palavras. Isso fora deixado de lado por um momento. No ponto "2" vocês entenderão melhor o motivo.

2) Decisão individual de personalidades

A professora dava 2 opções de personalidades opostas e de um lado iriam os que se achavam encaixados na personalidade "X" e do outro lado os que se achavam encaixados na personalidade "Y". Por exemplo, os alunos que acham que ouvem melhor do que falam para um lado, e para o outro os que se acham que falam melhor do que escutam. Depois, os que se acham extrovertidos para um lado e os que se acham introvertidos para o outro. Fez também para os que se identificam como "mão na massa", ou seja, que acham que executam melhor que os que coordenam e do outro os que se acham melhores coordenadores que executadores. Por último, os que se acham melhores como Líderes versus os que se acham melhores Liderados. Nesse momento houve uma maior parcela de pessoas que se identificaram como Líderes.
Na minha concepção, as primeiras opções foram só pra não deixar os alunos perceberem que o ponto principal que ela queria chegar era sobre liderança.
Deixado de lado as decisões de personalidades, foi pedido que fossem escritas 8 palavras que se relacionassem com um Lider e depois faladas para ela colocar no quadro.
Voltamos à aula (e ao ponto 1) para que cada um passasse seu caderno com suas 15 palavras para o colega do lado direito, que este iria identificar as palavras que se relacionavam com as palavras de liderança que ela havia escrito no quadro. Depois, os cadernos foram devolvidos aos donos e a professora perguntou quem tinha obtido 15 marcações, ou seja, todas as palavras identificavam um líder. Não houve ninguém. Então ela perguntou 14, 13, 12... O primeiro só saiu com 10 marcações: Eu (Ary Filho). Para surpresa, o segundo apenas com 5 marcações. Por fim, chegamos ao ponto principal destas duas abordagens: Almejar versus Ser. As pessoas confudem o que querem ser com o que são, pois como pode a grande maioria se achar como um Líder mas se em suas próprias definições não fazem referência a um Líder? Almejar é diferente de ser.

3) Pau que nasce torto, morre torto?

Essa foi a mais polêmica. Nasceria uma pessoa com sua personalidade já geneticamente formada ou iria adquirindo de acordo com sua vivência, suas experiências e seus ensinamentos repassados? Pessoas afirmam uma coisa e ao serem questionadas respondem se contradizendo. É uma questão complicada.
Pra mim, tudo é relativo. Há qualidades/defeitos subjetivos predispostos e há também aqueles que podem ser adquiridos com as experiências de vida. Um não é contraditório do outro e um não elimina o outro. Não são situações opostas, são situações simplesmente diferentes.
E você, qual sua opinião? Entender o ser-humano é complicado, tenho certeza disso.

Um Abraço.